segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

É lua cheia. Estou na barra indo pra lá, onde embaixo dela descanso. A orla me curva sobre ela que não pára de me olhar. Só chegando mais perto. Um baleiro ao lado vende doces, ao lado de pessoas que falam alto, e riem. A jardineira passou ao lado.Não estou lá, infelicidade. Chegaria mais perto onde quer chegar. Apita. Um homem se levanta e devagar o onibus começa a parar. O homem anda, desce e sai. Mas lá fora o mundo te convida a viver outro mundo, aquele que só, nos olha. Ela chega mais perto, já posso sentir no cheiro do ar, um tanto mais salgado e seco. A criança atrás pergunta a a mãe porque ele está parando toda hora. o onibus. a mãe sem resposta, apenas diz que ele precisa parar. o menino sem resposta insiste , porque? E a mãe, diz que ele tem que pegar as pessoas que também precisar ir para lá, para onde estamos indo. E ela, mais perto e mais. A jardineira passa. já haviámos passado dela. Corre e treme . ela mais perto, o ar mais salgado e mais rápido perto dela. o próximo ponto já é o meu e a jardineira um ponto na minha frente. Desço, ando. venho. aliás, é capaz de já ter chegado ali. sim pois aqui ela me olha de perto. E insiste para com a gente brilhar, calada. só por ser. ando. Daqui a pouco estou subindo escadas. EScadas, como quase no meio do caminho, por ter passado depressa para logo voltar. Subo e escrevo. O que lÊ? uma voz me pergunta enquanto parada estou a escrever. Escrevo para essa voz, talvez até o de sempre mas com uma forma nova de contar. Escrita, para que se leia. E continuo a escrever, já perto dela. que me olha calada e continua, calada. só a me olhar de olhos cheios. de quem só prefere observar. As vezes queria que estivesse junto, que viesse mais perto porque a escada acaba neste andar. E escrevo, escrevo. De certo que já demorei bastante. Mas precisava não estragar o acordo. Uma nova forma de contar! Eu estava vindo quando saí e de repente, uma escada? e eu subi.

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