quarta-feira, 20 de abril de 2011

E.lá

Parecia ela atiçar o mal, não era ela, era o diabo dela. Podia até não obter o que queria, desde que o outro também não obtivesse. Falava-me das putas sem consideração pelas mães grávidas, por ela ser tão pura que não merecesse passar por isso. Inconformada, não entendia como o brilho de uma relação pudesse ser escorrido para a profundidade de algo tão ruim que não suportasse o respeito ao próximo. palavras dela. Mas se afundara, sem medo de ser (baixa).
Nossa percepção de tempo de tempo foi alterada.
Voltou aos braços da mãe, menina mimada. Criada cheia de gosto. Chora, lágrimas de crocodilo, pela maldade no mundo que só existe nos olhos de quem vê. É burra, e insiste no erro. Mas às vezes me vejo nela. Teima. Não sabe da luz que nasce dentro, onde ninguém jamais ousa tocar. Se faz de vítima, é realmente um desfecho!
Deseja desabafar o ódio que guarda dentro de si, que não suporta mais e quer contaminar quem tá do lado. Diz que não por maldade, isso não entende. É muito pura para isso. E chora, porque dói ser tão boa. Dói refletir o que é. Dói só de ser. Não se aguenta mais em si e chora. Porque enquanto derrama lágrimas perde o peso que carrega.

Um comentário:

On The Rocks disse...

hey baby,

saudades de você!

bj