quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tulipa

o que seria dos cantos sem amor?
solidão não me enche olhos.
solitude a dois n'um jardim de cores.
"É preciso amar"

terça-feira, 7 de junho de 2011

Allegra

o Mundo encantando das palavras tortas, esquecidas, inventadas, recriadas para nunca se sentir sozinha, nunca perder um só detalhe, se rende a imaginação e voa.

largatixa e borboleta

hoje eu fico por aqui, no parque do nascer do sol, bosques e obstáculos no caminho, passar de fase, de ritmo, de dia. Acordar pra fazer o amor. Tantas vezes veio até mim, todas elas volto com você. Peço que me leve na bagagem, sem medo de ficar no caminho.....................................
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...................................................................................................................................................... viagem longa, mas dejávu outras vezes. chegamos e nem foi preciso pular o portão, nem quebrar cadeados. tudo dá-se um jeito. esse é um de meus erros, em tudo isso acreditar. que se dane, não me resta nada senão acreditar. tornar os dias um pouco mais de sonhos, poder guardá-los em caixinhas de vidro com tampas coloridas e embaralhar. tirar na sorte e aproveitar. "porque sou daquelas desesperadas de amor, inconsequente emocional, sem medo de ir adiante. (por isso vá devagar comigo porque eu sei de meus passos. e o que sei sobre suas coisas é a razão pela qual me movo até você).chamem-me comunicativa/sem noção, chamem-me otimista/ influenciável, chamem-me sonhadora/lunática, chamem-me intensa/inconsequente, chamem-me confiante/boba, chamem-me de flor, espinho, chamem-me de cólera, covarde, chamem-me de alegre/carente, chamem-me. Ainda assim "vou ficar mais um pouquinho ... hoje é o tempo pra ficar devagarinho". ver o espetáculo começar, terminar, e depois tudo diferente de novo, o balé dos corpos na cama, de canto a canto d'alma, o coração acelerar por tocar em outras partes. ele me observa e o pensamento distrai do que pensava. o meu pensamento já nele e na maneira como fala, rima rápida e distraído.
Na parede reduz a estória, de dois seres na dança do acasalamento, num ritual de ataque, o encontro de todas as partes e um grito à vida.
Que seja real, que seja literário.
As paredes são repartimentos da casa. de fora não se vê dentro. imagina. imaginar é bom, criar seus personagens e estórias literárias, alimentar a matéria inventada. fique à vontade. a minha vida realmente é sem palavras, pode procurar mas já sabe, sua mente é seu guia. estou nas nuvens agora, e posso ficar assim enquanto isso. Minhas pernas descansam enquanto me puxa pelo braço, até recuperar o fôlego é você que me inspira, me faz acreditar num mundo novo, me faz pintar um possível desenho, e bordar umas borboletas ao redor. colorir, dobrar, colar, juntar, costurar, criar qualquer forma que preencha o espaço vazio no jardim encantado das estantes nas paredes. a gente vai precisar sobreviver na imaginação ou então encarar a falta dela.
Aqui já sinto o frio da manhã entrando pela janela, a vista é de uma comunidade em um parque verde, dentro azul compondo a bandeira.
LEVANTAR, AVANTE!
"Eu adoraria rever a minha mãe
Meu filho está voltando!
Todo encolhido em pleno inverno
No calor do seu ventre
Um pequeno jardim discreto
\com preocupações e lembranças
Num mundo simplificado
E com olhos para verificar
Muitas vezes é duro suportar toda a violência
Você não pode se abrir e confiar nos outros
Uma vez cortado o seu cordão vital
você percebe que precisa apostar tudo nas suas iniciais".
"Ela fala comigo.
Ela fala para mim.
Ela fala no meu lugar.
Não consigo parar de ler."

domingo, 5 de junho de 2011

o verde e a esperança

A sombra das folhas

Chega
uma bruxinha sentada na vassoura
com um enorme chapéu de palha
deixando amostra apenas
o nariz e queixo
grandes
Ora
era uma mulherzinha de asas
toda
encolhida
numa
caixinha
Ora era uma FlOr
Uma borboleta gigante
sobre umas flores de caule longos
em meio a uma grama alta
que vezes era o elefante de Dalí,
noutras,
eram as f l o r e s denovo
sem tirar (d)os olhos
A baixo,
uma f l o r e s t a indecifrável de vegetação tRopicAl
e o mOvimEnto disso.
.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

à lápis

(fotosAlineValadares) ...alguns traços deixados (no papel) para simbolizar as lembranças. uma nota musical tocando ainda, algumas linhas soltas de um cabelo ondulado pra fazer o barco que carrega o beijo navegar vagando o céu acima dos olhos. Ainda que espere dele alguma forma nas nuvens, só pra se distrair. medo de encarar a realidade de frente, ou desejo de assim subtrair o resto ao redor e fazer a imaginação deixar levar.

domingo, 29 de maio de 2011

O amor é filme!

Pra Ele ser promovido, terá de enfrentar a estrada.
Onde em 'bonfim' se chega e o afeto vive.
Aumenta o zoom, na hora certa congela.
É matéria prum jornal inteiro na moldura reciclada de uma foto nossa.
Luz, câmera, ação. O tempo amanhã! Agora, o tempo.
Corre as ruas para algum lugar, é surpreendido por uma pedra no meio do caminho e cai por distração.
É obrigado a retroceder o caminho de pneu furado, alimentando o foco à frente.
Enquanto isso: mão atadas no meu guidom.