quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Sobre linhas, (e) costuras
O livro era apenas um pretexto pra virar a página. Lia para se encontrar nos personagens de Cortázar e se ver em detalhes de possibilidades inusitadas. Assim como a vida de quem acredita não terminar ali. O rádio ficou ligado para que ouvisse a hora, na expectativa de quando chegaria o amor. Mas a única coisa que ouvia era a sua voz chamando, dizendo:" Vem! Vem!" Ah meu amor, estou aqui você não vê?
Aguce seus sentidos, meus gemidos são de satisfação. Já são seis horas, não precisa me ligar dessa vez, quando chegar em casa você me conta sobre os retalhos de conversa, cortes e as cores.
Ah se tivesse visto, todas elas reluzindo ontem de você sob um som que eu nem ouvia direito, dançamos quase sem se mecher. Teletransportei por segundos que me trouxeram até aqui, mas devemos ir adiante agora que chegou em seu cavalo para andar em L.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Zele
A menina cresceu, eu vi nos olhos dela enquanto sorria. Sempre tão (b)ela, sempre tão menina.
Dança na ponta dos pés para que ninguém se afaste e roda sem se deixar cair. Eu estive lá e vi o coração de mãe tomar conta da menina. A mãe que baila(rina) e que cantarola, que é mãe e que é menina. Carregava um brilho que por não caber mais nela deu a luz!
www.bebejohnson.com.br?bebe=75607
Su!
sábado, 11 de setembro de 2010
ESpanta
Ilustração: Silvix http://www.flickr.com/photos/silvix/
(Foto do flickr dela entre outros mil trabalhos extraordinários que por acaso foi indicação do blog do Tarcísio que tá sempre alimentado de sons e cores pra todos os paladares. http://buenasrocks.blogspot.com/ )
(dentro de mim)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sinto...
e sofro por ser intensa, e por fazer da força minha maior fraqueza. Não me acho, ao contrário, me perco. Mas perder é opção para quem não vive em função do sistema.
Quero consumir a vida, que o dinheiro não pode comprar. Enquanto gasto por não dar valor ao dinheiro, pelo desapego como forma de auto-suficiência para promover a liberdade.
Por ser livre e ser sozinha eu escolho viver e fazer da intensidade o motivo de ganhar a vida.
Porque se sinto é porque vivo.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Fase de teste
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
o fato
Galos cantam anunciando a hora de acordar.
Mas já despertei a muito tempo.
Não era sonho, era sândalo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
ainda há
Ainda há muito o que reter para não deixar se perder no tempo. Aquele que não volta e carrega consigo a vivência que dialoga com a existência.
O embate entre corpo e mente como afirmação do ser.
Mas me perco por ser muitas numa só e me encontro em contradição em busca do tempo que já passou. Abstraio. Porque a mente condiciona o corpo e me guia por um novo caminho, onde me vejo no outro afirmando identificações, uma possibilidade de reencontrar-me.
A vida inteira nos condiciona a seguir caminhos que não se sabe ao certo onde vai dar. Me esbarrei num contratempo após ultrapassar o sinal sem dar importância. Pois minha pressa também esteve condicionada pelo meu devir, o que reflete em atitudes conscientes ou não.
Não. Não penso no tempo como dinheiro. Eu tenho fome de vida, e quem tem fome tem pressa.
Recuso o caminho condicionado, quero ir em busca do meu próprio caminho. E por mais que me perca, tenho a certeza de ter vivido intensamente o que escolhi.
Porém minha busca vai além de uma satisfação social, é pessoal. Meu embate é entre vida e existência. O que me leva a questionar as atitudes automáticas como forma de não banalizar a vida por um simples desejo de existir.
E ainda sofro por cair em questões cíclicas e não entender seu fim. Porque eu me entrego às causas sem explicações. (um dia, talvez, a gente encontre!) "Mas quem irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?"
Faltava uma paz pra me lembrar de respirar cada vez que eu sofresse ou me visse sufocada de encanto.
Na hora que o sentimento mexe e o coração acelera, só a respiração faz manter o ritmo.
As vezes é preciso respirar mais. Enquanto isso uma paz me mantém no ritmo, como se respirasse.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
armadilhas no meio do caminho...
A minhoca serviu de isca ao peixe grande. velho contador de estórias. fez-se um filme a sua vida. e cada acontecimento um conto. os segredos da pescaria são vários..e há sempre quem conte um.
De hoje em diante eu pesco sem minhocas.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
vela (d)a noite
No centro da sala iluminam três poemas mudos.
Alimentam-se da falta de energia que subtrai o silêncio e converte em memória. Derrete.
Ainda não aprendi a lhe dar com o barulho. Desespero coletivo em busca de uma vida a troco de nada.
Minha calma pede alma. Um pouco mais de sentidos que justifiquem a existência, o óbvio e o além.
Me canso de existir. quero morrer como o nada a troco de vida.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Eletrocooperativa
quinta-feira, 29 de julho de 2010
leva
Sou o avesso dessas linhas, que de tão paralelas me causa repulsa, ânsia e desperta ainda mais a inquietação do meu ser.
O estudo das formas amoldam padrões que fogem ao meu conceito. Minha matéria não toma forma. Flui. Percorre ruas sobre paralelepipedos, meio passeio, meio da rua.
Um pé no chão e o outro na lua. enquanto ensaio sobre a leveza do meu ser que me faz muda(r).
quarta-feira, 28 de julho de 2010
pode entrar!
"Quero me recolher, me retirar das ocupações efêmeras. Mas ouço vozes, vozes benevolentes, passos que se aproximam e minhas portas se abrem..."
Rainer Maria Rilke
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Não quero desse botão de desligar nem o descanso.
Descaso com a própria sorte de fazer parar o dom de merecimento tão escasso. E a prática permite visões para além do alcance, em formas que surgem ou se aperfeiçoam aos limites do olhar. Ficamos assim acertados que não se fala mais nisso.
Nosso exercício é fugir do óbvio pelo `malestar´ diante da civilização que pára com espanto à nossa existência, e os olhares de lado em repugnância à nossa felicidade incomum que faz percorrer o pensamento em jus ao dom.
Escapa um riso, sem pretensões, com desejos duma linguagem muda. A nossa linguagem não tem tradução. Querer interpretar teus sinais é sentir tuas palavras caladas que me lambem o juízo e apertam a minha mente.
Vamos ser a icógnita da noite, de onde a lua nos olha cheia. E pensa. Porque o ato é consequência.
Consumamos o pensar à passar em claro. Numa energia doce de sentir.
sábado, 24 de julho de 2010
o vento vai dizer...
Procurando no breu a posição confortável para descançar do vento e poder sentir cada ritmo quente acelerado desse afago que te envolve de mistérios e dança com cada parte do seu corpo. E a onda bate, lambe, engole a gente que se entrega sem se vender. porque o preço que se paga só é lançado na saída. e escolher o mergulho é uma questão de tudo ou nada.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
maneira de ser
Ser silêncio para tornar-se olhares
Mas se fecho os olhos ainda sinto seu toque
grosseiramente calado.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A inquietação do desejo não realizado faz perder o eixo, os outros desejos, as demais palavras. Num sobressalto de perder a cabeça, se perdem os sentidos. porque de realizações erguem-se as construções. As fantasias azucrinam a realidade, tomam-te a liberdade e de repente não existe auto-suficiência. Você precisa. Como uma experiência que comprove a existÊncia de vida. Sem isso você não é nada.
É preciso palpitar o coração que apanha mais do que bate. somente (a)ventura satisfaz.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Ponto de vista.
Postos em pé (de guerra) a lutar por um lugar na praça de alimentação. Sento-me ao lado do casal de idosos, que sem muitos assuntos, comem em silêncio. Ou ainda, nem se olham.
Sabia eu da sagrada hora a que destinaram ao almoço e ao pão nosso de cada dia, e em respeito ao corpo de cristo consumiam a graça conforme o desejo de suprir um vazio interior, em silêncio absoluto. Aquelas criaturinhas cheias de vivências, apreciadores sábio do silêncio aquém o tempo os garante posições de observadores. Havia algo a mais (ou de menos) entre eles que um pacto de silênciar a hora da refeição. Talvez estivessem exaustos de rodar no shopping, ou tivessem acabado por discutir um caso de família, a qual o tempo só os tivesse garantido um aspecto ranzinzo de ser. Mas a liberdade é azul, e da mesma cor de meus pensamentos, tão claros eram os olhos do velho que sem dizer nada, levantou-se e saiu. Para dar lugar a um novo (ponto de vista).
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Bráulio, carlos, fábio, Edilson, Luciana, Marta, Teo, Tati, Adnéa, Jaime, Sérgio, Sabrina, Samuel, Gedalva, Eugênio, Rafa, Henrique, João, Lucia, Marília, Emerson, Stenio, Rafael, Vaquinha, Bruno, Neide, Reynamor, Maria, Emerson, Felipe, Daniel, Leila, Bam, André, Natália, TÂnia, Carla, Isaias, Silvinhoo, Bárbara, Glauber, Camila, Dani, Jaqueline, Raquel, Laine, Júnior, Vicente, Matheus, Jacilene, Lia, Francisco, Talita, Tiago, Ju, Pablo, Ganso, Talles, Luan, César Menotti, Fabiano, Aníbol, Samanta, Maria, Fabinho, Marusia, Paulo e Afonso!
19.06.2010
Traduzir música instrumental é querer cantar a chuva. confesso. numa pestana em Hotel do Carmo. E o som do convento transcendeu sinos. sinais de vilão e violoncelo contruiram sentidos em arquitetura clássica velando o sagrado segredo em tempos modernos.
E o encanto, enquanto...
Almejava alguém comigo porque o meu desejo era uma confirmação da realidade impossível em desconfiança do santo pela esmola boa. Mas a história se faz de magia apenas para quem acredita, e as cordas não vibram sozinhas. E de magia fermentava a noite fazendo subir o tom em homenagem à platéia que se dissolvia em palmas e risos.
E a platéia era eu!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Fragmento
Goeldi
[FIGURA SOLITÁRIA]
sem título, 1957, xilogravura a cores, p.a.
22,5 x 30cm "Solitário e sereno, o artista se mantém perplexo diante do drama existencial." "Mergulhado no seu universo interior..." "Introspecção e silêncio, em que o ser se recolhe em suas angústias e aflições. O artista foi uma alma solitária..."segunda-feira, 31 de maio de 2010
Uma campanha à vida.
. Sofri um crime de lesão corporal. Fui agredida física e moralmente. Me posicionei em resistência acreditando na 'Justiça'. Infelismente há pessoas sem a devida competência ocupando cargos de 'operadores do direito' e que na verdade lutam por causa própria à favor do seu bolso e bem estar.
. Estamos a mercê de uma sociedade que não se importa com o próximo, 'Dignidade da pessoa HUMANA' é uma farsa. Não existe respeito, não existe favor, não existe compaixão, não existe amor ao próximo. Somos todos submetidos a um sistema que não funciona. Dependemos de um serviço feito sem amor e de má vontade. A segurança é PURAMENTE ostensiva.
. A indignação rasga a esperança que vestimos todos os dias por uma vida digna.
. Existem poucos profissionais que podemos contar para garantir nossos direitos e os deveres são apenas consequência desse direito lesionado.
. A justiça é realmente cega, e é pela justiça com as próprias mãos que asseguramos nossa dignidade. Porque se não existir justiça, não haverá respeito. E sem respeito não há paz.
. Continuar acreditando no próximo é uma questão de honra¹. Acreditar que o mundo pode ser melhor contando apenas com NOSSAS atitudes e não abaixar a cabeça à favor do desrespeito alheio, porque cada ato de maldade será pago pela benevolência do outro. Porque a cada morte há um nascimento. A cada sol que se põe, brilha uma estrela no céu.
E, se perdermos a esperança no mundo, o mundo se perde esperando pela gente.
. Os fatos acompanham nossa realidade provando apenas que não podemos parar, não devemos deixar de lutar pelas nossas causas. Devemos apenas repensá-las. Lutemos por causas mais justas.
"Se queres paz, te prepara para guerra, se não queres nada descança em paz."²
Lilian Barreto Engel
______________________________
¹. Dr. Samuel Johnson, em A Dictionary of the English Language (1755), definia honra como tendo vários sentidos, o primeiro de que eram “nobreza de alma, magnanimidade, e um desprezo a maldade”. Esse tipo de honra decorre da percepção da conduta virtuosa e integridade pessoal da pessoa dotada com ele.
².Humberto Gessinger
quinta-feira, 27 de maio de 2010
13° andar
terça-feira, 25 de maio de 2010
Massageio a carne (cheia) de desejos, desejo da carne. Com as mãos alcanço o infinito de cada regozijo. Pele, pelo, encobrindo os mais intimos segredos desvendados pelos dedos...
Mass agem os dedos no músculo descobrindo no corpo quente cada ponto de (in)tensão.
Nado para o fundo, flutuo, afundo.
Num ritual pré siso!
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